Círculo de Fogo (Pacific Rim) – CRÍTICA

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O filme é dirigido pelo consagrado Guillermo Del Toro, o diretor de Blade 2, Hellboy 1 e 2, e O Labirinto do Fauno. E estão no elenco Charlie Hunnam, Idris Elba, Clifton Collins Jr., Ron Perlman, Robert Kazinsky, Max Martini e Charlie Day. O roteiro foi escrito por Travis Beacham (Fúria de Titãs).
O filme foi feito do “zero”, ele não é um remake, não é um reboot, não é baseado em livro, game, ou quadrinho, a única coisa que Guillermo fez foi pegar diversas referências, fora as coisas que saem da sua mente brilhante e ao mesmo tempo doentia.
Com isso, o filme já havia ganho muitos créditos comigo, porque hoje em dia os filmes de Hollywood (principalmente) estão com uma falta de criatividade imensa, não que o filme seja algo genial, ou inovador, mas sim arriscado, pois as únicas coisas “parecidas” que se tem no mundo do cinema eram, a trilogia Transformers de Michael Bay, e Godzilla, o resto é resto.

No filme mostra a batalha dos humanos contra criaturas monstruosas chamadas Kaiju – o termo que designa a monstros colossais da cultura japonês. Para combater os inimigos, os humanos criaram uma arma especial, Mecha (do japonês) ou os Jaegers (do alemão)  – é o termo usado para robôs gigantes que são controlados por humanos.

No início do filme Círculo de Fogo (Pacific Rim), se da a uma introdução básica, explicando que uma fenda do Pacífico se abriu, que no caso é o círculo do Pacífico, e de lá saiu as criaturas, o primeiro ataque foi em San Diego (Estados Unidos da America), e os humanos demoraram uma semana para matar o primeiro Kaiju, tendo que usar todo o armamento que se tinha.
Só que com a aparição de mais Kaijus  em um tempo cada vez mais curto, os humanos tem a ideia de criar os Jaegers, que de início era controlado por UM humano, mas isso causava problemas para o piloto, pois como o robô é GIGANTE não aguentava toda a pressão, e também tinha problemas com a radiação, já que os primeiros Jaegers foram criados as pressas, causando problemas no cérebro, tendo sangramentos pelo nariz, e até mesmo a morte. Mas com o tempo os humano desenvolveram uma tecnologia para por dois pilotos em um Jaegers, cujo as mentes ficam conectadas por uma ponte neural, e assim divide, facilitando e aliviando na hora de pilotar o robô, mas para isso suas mentes tem que estar conectadas, uma na outra.
Isso foi somente a introdução do filme, só que ela é bem rápido, mmaass estou tentando explicar ao máximo para vocês entenderem melhor. Gostei dessa ideia do filme, de ser direto, sem precisar de um arco inteiro somente para a explicação do filme.

O filme começa lhe dando uma tapa na cara, sem introdução de personagens, ou suas histórias, seus passados e todo aquele “blá blá blá”, já com uma batalha em alto mar de um dos Jaegers da trama, e o principal do filme, que é denominado Gipsy Danger, e é controlado por Raleigh Becket (Charlie Hunnam) e seu irmão Yancy Becket, no meio da batalha contra um Kaiju eles acabam desobedecendo as ordens dos seus superiores para proteger um barco que está no meio da luta, e como consequência termina com Yancy sendo arrancado do robô e morto, tendo que Raleigh dá toda sua força para aceitar a morte do seu irmão, derrotar o Kaiju e ainda leva o que restou do robô para costa. É uma cena  “sensacioFUCKINGnal”, e isso é só o começo. Depois disso Raleigh desaparece, se passando alguns anos, e a fúria dos Kaijus começa a sobrepujar os humanos, que se veem perto da derrota. Com isso o general Stacker Pentecost, que era o superior de Raleigh lhe procura para voltar e por um fim nisso. O mundo está em pânico, tendo somente 4 Jaegers, e desses 4 só 3 estão ativos. E cada representante de diversos países querem fechar o “projeto Jaegers” e tentar projeto as pessoas de outras maneiras, construindo muralhas, que para mim é uma ideia de idiota, já que robôs gigantes não estavam dando conta porque a construção de muralhas irá impedir os ataques dos Kaijus.

Círculo de Fogo tem um certo problema, que me incomodo, apesar de entender, o filme só foca realmente em dois Jaegers (Infelizmente), é o Gipsy Danger e Strike Eureka, apesar de ter um Jaegers dos russos, sendo os mais fodas para mim, tanto o robô quanto os pilotos, e tem também um da China que é pilotado por três trigêmeos chineses, e não posso me esquecer da personagem mais fofa do filme, a Mako Mori, ela é uma cadete e foi criada pelo General Stacker, apesar que achei meio forçado o encontro dos dois pela primeira vez,  sua função principal é estudar todos os movimentos de Raleigh para que quando ele voltasse a ativa ela selecionasse os melhores parceiros para dividir o Jaeger com ele, mas no final de tudo ELA acaba sendo a parceira de Raleigh no Jaegers, apesar de ter alguns problemas, por causa das suas memorias terríveis, fazem ela perder o foco na missão, já que é preciso um está conectado com o outro. Isso traz um certo “drama” para o filme, tanto do Raleigh pela morte do seu irmão, quanto para Mako pela perda dos seus parentes.

Essa é a único ponto FORTE do filme, retratando de relações humanas (Claro), no caso mostrando os personagens e o seu “dia-a-dia”.
Depois disso tudo o filme parte para mais uma eletrizante batalha no mar, tendo agora dois Kaijus, que estão prestes a invadir a costa do Japão, e logo depois essa batalha vai para cidade, fazendo qualquer fã de Tokusatsu surtar!  Dois dos Jaegers são destruidos nessa hora, o dos russos (Mas uma vez, infelizmente :/) e os dos chineses, mostrando que o Kaijus estão cada vez mais “inteligentes”, e brutais, sendo a minha parte favorita do filme.

No filme também mostra a conexão de um cérebro humano com um pedaço do cérebro de um Kaiju, apesar de morto, mas em estado funcional, tendo revelações para o desfecho da trama.
O filme não é sério, tem muitos absurdos em toda a trama, mas isso não atrapalha nem um pouco já que ele é um FILME! Os atores não são os melhores, digo isso pelo personagem principal, Raleigh, que é interpretado por Charlie Hunnam, conheço o ator de uma série de televisão, chamado “Sons Of Anarchy”, e na série ele interpreta Jax, com isso, muito vezes eu vi Jax no filme, com o seu jeito de andar, o seu olhar, sem muitas mudanças, até mesmo no visual, mas isso não faz dele um ator ruim.
Como sempre Guillermo Del Toro selecionando o seu elenco a dedo, e trazendo o seu queridinho, Ron Perlman, se o queridinho de Tim Burton é Johnny Depp, o de Del Toro é Ron, tendo um papel muito BOM, mas não muito importante.
A estética do filme é muito “Del Toro”, tornando isso único, os efeitos especiais são de primeira, muito bem feito, tendo a física de uma forma mais real, e movimentos e batalhas de arrepiar, a trilha sonora é muito boa também, fica na sua cabeça…bom, pelo menos na minha ficou né? 😛
No final de tudo, estou querendo assistir Círculo de Fogo novamente, só que dessa vez LEGENDADO e em 3D, pois no shopping que eu fui só tem filme dublado, e o 3D de lá é HORRÍVEL!
Ah, e mais uma coisa, fiquem para o pós-créditos, não vão se arrepender

Minha nota, no final de toda essa minha enrolação será: NOVE! (9/10)

Explicações pela nota: Esse ano teve muitas decepções, como por exemplo “Homem de Ferro 3”, e outro filmes fracos como “Wolverine Imortal”, faz desse filme ter um destaque maior para mim, percebendo todo o trabalho que se teve para esse filme ser feito, e já tava na hora, Guillermo Del Toro vinha de uma “maré de azar” a um tempinho já, sem conseguir fazer nada que queria.

Thiago Emery

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