RoboCop – CRÍTICA

Robocop

RoboCop, talvez tenha sido um dos filmes mais esperados, pelo simples fato de ser um remake de um clássico dos anos 80, e de ser a estréia do nosso querido diretor brasileiro José Padilha em Hollywood. Apesar das complicações e rumores que estavam rolando por ai de que Padilha estaria odiando fazer RoboCop, pelo simples fato de ser um filme de estúdio, ou seja, os produtores é que são os donos do filme, mas o resultado final percebesse que ocorreu tudo certo.…ou não.

RoboCop começa bem, com uma introdução muito bacana com Samuel L. Jackson como um apresentador de um programa de televisão, questionando o porque da população americana ser tão “robô-fóbica”, na caso, a maioria dos americanos tem medo e não aceitam robôs com o porte de armas como uma forma de proteção dentro do Estados Unidos da América, por isso se tem uma lei para barrar os drones (o termo que hoje está para as máquinas assim como a sustentabilidade está para o meio ambiente – ou seja, apenas um termo para marketing) de fazer a “pacificação” no terreno americano, e esse questionamento volta durante o filme. A Omnincorp, que é empresa que produz esses robôs está tentando reverter esse problema, no caso, derrubar ou burlar essa lei, e com isso surge a “brilhante” ideia de colocar um ser humano dentro da máquina, mas a questão é COMO?

O filme apresenta os seus personagens de forma sútil, como por exemplo o criador do RoboCop, Dannett Norton, que é interpretado por Gary Oldman, o próprio Alex Murphy/RoboCop, interpretado por Joel Kinnaman, é introduzido no filme dessa mesma forma, e até a sua família tem um papel mais importante, apesar que a interpretação da esposa e do filho são péssimas, fazendo com que você não tenha nenhuma tipo de sentimento pelo laço quebrado da família depois que o Alex se transforma numa máquina.

É impossível não fazer comparações com o filme de 87 de Paul Verhoeven, o filme não tem a violência que o antigo tem, mas ainda sim tem cenas chocantes, Padilha consegue fazer com que um Blockbuster seja um filme que questione problemas reais como o de 87, mas ele tem problemas, o filme não tem um vilão, apesar de que eu não vejo isso como um problema, as cenas de ação são fracas e sem vida, a trilha sonora é completamente genérica, tirando o tema clássico, claro, mas que só toca no início do filme, e no final do filme o roteiro vai pro CARALHO! *literalmente*

Mas no final de tudo, vale a pena? O filme tem a alma brasileira? O filme seus momentos fortes e fracos, mas como um primeiro projeto hollywoodiano para o Padilha ele fez muito bem, e ele ainda deixou um declaração:
“RoboCop é um filme de estúdio americano feito por vários brasileiros, quer dizer, feito por muitas pessoas do mundo inteiro. Mas o filme tinha quatro brasileiros em posições chaves na área criativa: eu estava dirigindo, o Lula Carvalho é o diretor de fotografia, o Daniel Resende é um dos montadores e o Pedro Branco foi um dos compositores. Quer dizer, são posições importantes na realização de um filme de modo que o filme é boa parte brasileiro, tem uma alma brasileira”

NOTA: SETE E MEIO (7,5/10)

Thiago Emery

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