Mad Max: Estrada da Fúria – CRÍTICA (SPOILERS)

Mad Max 4

É isso ai meus amigos, surge um forte candidato para o melhor filme do ano, Mad Max: Estrada da Fúria é um blockbuster que consegue se levar a sério. O filme começa sem lhe dar muitas explicações do que aconteceu com o mundo, até porque tem três filmes anteriores da saga que podem ajudar um pouco mais na explicação da origem pós-apocalíptica. E já de cara vemos Max (Tom Hardy) vagando por ai, tentando sobreviver no vasto deserto, até que acaba sendo capturado pelos kamicrays, os denominados capangas do Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne) que nós conhecemos logo após a levada de Max para a grande cidade, e lá começa o grande plot do filme que é iniciado pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), que de início apresentava ser uma serva do Immortan aonde sua missão era levar uma carga de água, gasolina, e outros suprimentos para uma localização específica com seu veículo (caminhão) denominado como Máquina de Guerra, e isso tudo deu a ela uma oportunidade de planejar sua fuga e com ela levar um grupo de cinco garotas, garotas essas que eram as principais procriadoras do Immortan Joe, com uma delas já grávida, para que assim a Furiosa busque sua redenção e um lugar melhor para se viver.

Max acaba virando uma bolsa de sangue para um dos kamicrazys literalmente e se vê no meio dessa missão que logo após vira em uma fuga, conseguindo escapar ele fica divido entre deixar tudo isso pra trás e continuar sua trajetória sozinho ou tentar ajudar o grupo, atormentado por fantasmas de pessoas que Max não conseguiu salvar no passado ele decide ficar com o grupo comandado pela Furiosa e vão por um caminho que talvez não tenha volta.…ou não.

A direção de George Miller é muito, mas muito competente, até porque Mad Max é a sua cria. O filme consegue lhe prender com uma ação sequencial incrível, dando pequenas pausas para o espectador poder respirar um pouco e depois voltar a ficar de boca aberta. A atuação também é muito competente, com o destaque para Charlize Theron e sua personagem FURIOSA, inclusive ela é uma forte e grande personagem com o seu ideal de um lugar melhor e o desejo de redenção, nada de #BLACKWIDOWFELLINGS. Vi também em alguns lugares pessoas criticando a atuação de Tom Hardy, não por ela ter sido ruim, mas sim por ter sido pouca, sem o destaque que o público está acostumado a ver nos filmes com a famosa trajetória do herói, e é com isso que tiro a minha conclusão que a maioria dessas pessoas não assistiram aos três anteriores Mad Max, pois o personagem sempre foi assim calado, as vezes nos filmes anteriores Mel Gibson entrava e saía de cena sem falar se quer um diálogo, então não vejo isso como um ponto negativo para o longa-metragem, mas sim uma coerência continua para o personagem.

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A fotografia juntamente com os efeitos especiais do filme é muito bom, apresentando um enorme e mortal deserto cheio de surpresas, os efeitos práticos são de assustar fazendo com que você entenda aonde foi parar os 200 milhões de dólares investidos nesse filme no melhor modo roots de se fazer cinema, o design dos veículos já é uma marca permanente da saga e nesse filme eles são incrivelmente loucos, tendo o clássico de Max que é o Interceptor à carros pontudos, e até um veículo de som trioelétrico aonde um dos kamicrazys que está mais para uma deformação humana ou um mutante chefiado por Immortan Joe  fica pendurado no veículo tocando guitarra de uma forma caótica enquanto sai chamas pelo instrumento. A trilha sonora é extremamente marcante, de nenhuma forma ela é genérica, com batidas de tambores à solos desafinados de guitarra que acrescentam na tensão que o filme traz.

O único ponto negativo que eu tenho para o filme foi a decisão final para o plot, depois de toda a fuga, tentando escapar do Immortan Joe e seu grupo de malucos, Max acaba decidindo voltar para a grande cidade com um plano de derrubar o império do Joe, que chegava ser até algo religioso, misturando até com coisas da mitologia nórdica, por exemplo Valhalla. Eu entendo essa decisão para finalizar a história mostrando que não existe de nenhuma forma vida lá fora como a gente conhece e que a única chance deles era voltando, eu não gosto tanto disso mas entendo.

Cars

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Fazia tempo que um filme não me prendia na cadeira do cinema, a cada movimento que era feito eu ficava mais tenso, de forma positiva claro, o longa é um blockbuster que brilhou imensamente no meio de toda essa saturação de filmes de super-heróis. Com ótimas atuações, grandes personagens, batidas sonoras fortes, efeitos especiais incríveis, ação desenfreada, violência gratuita, Mad Max: Estrada da Fúria por enquanto é o melhor filme do ano na minha humilde opinião de merda, e tenho um imenso desejo de um spin-off da saga chamado de: Fury Furiosa!  Na espera de George Miller realizar esse meu desejo. E também estou na espera do game que vai sair no final do ano, no dia 1 de Setembro! E prestem atenção no que vou falar agora, vá ver Mad Max, seja dublado, legendado, 2D, 3D, X D, IMAX, Prime, seja de qualquer jeito, MAS VEJA! Assista também aos clássicos!  Principalmente ao segundo filme, Mad Max 2: The Road Warrior. 

NOTA: NOVE E MEIO (9,5)

Mad Max: Estrada da Fúria – Trailer:

Thiago Emery

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